30 novembro 2005
Celso Furtado
“Forçar um país que ainda não atendeu às necessidades mínimas de grande parte de sua população a paralisar os setores mais modernos de sua economia, a congelar os investimentos em áreas básicas como saúde e educação, para que se cumpram metas de ajustamento da balança de pagamentos impostas pelos beneficiários de altas taxas de juros, é algo que escapa a qualquer racionalidade. Compreende-se que esses beneficiários defendam seus interesses. O que não se compreende é que nós mesmos não defendamos, com idêntico empenho, o direito de desenvolver nosso país”.
“Forçar um país que ainda não atendeu às necessidades mínimas de grande parte de sua população a paralisar os setores mais modernos de sua economia, a congelar os investimentos em áreas básicas como saúde e educação, para que se cumpram metas de ajustamento da balança de pagamentos impostas pelos beneficiários de altas taxas de juros, é algo que escapa a qualquer racionalidade. Compreende-se que esses beneficiários defendam seus interesses. O que não se compreende é que nós mesmos não defendamos, com idêntico empenho, o direito de desenvolver nosso país”.