17 dezembro 2005
Os críticos e os críticos da política econômica
Fernando J. Cardim de Carvalho
17/12/2005
Em um debate recente, um proeminente (e persistente) crítico da política econômica implementada no Brasil nestes últimos sete anos admitiu seu embaraço com a recém-descoberta verve crítica de um grande número de economistas que, até há pouco, apoiavam entusiasticamente esta mesma política econômica. Os “novos críticos” vêm ensaiando sua entrada em cena desde que as expectativas sobre o crescimento da economia em 2005 começaram a se deteriorar.
Em suma, alguns querem mudar o regime de política macroeconômica, outros querem ajustá-lo, ou torna-lo mais benigno. Os velhos críticos insistem que os problemas enfrentados pela economia brasileira têm raízes mais profundas e exigem um novo regime de política econômica, com coordenação mais efetiva de políticas monetária, fiscal e cambial, com intervenção ativa no mercado de câmbio, controles de capitais, novos processos de orçamentação, austeridade fiscal efetiva, etc. Já os que estréiam na crítica à política economia parecem acreditar que tudo que é necessário é um pouco mais de moderação na sua condução.
Fernando J. Cardim de Carvalho
17/12/2005
Em um debate recente, um proeminente (e persistente) crítico da política econômica implementada no Brasil nestes últimos sete anos admitiu seu embaraço com a recém-descoberta verve crítica de um grande número de economistas que, até há pouco, apoiavam entusiasticamente esta mesma política econômica. Os “novos críticos” vêm ensaiando sua entrada em cena desde que as expectativas sobre o crescimento da economia em 2005 começaram a se deteriorar.
Em suma, alguns querem mudar o regime de política macroeconômica, outros querem ajustá-lo, ou torna-lo mais benigno. Os velhos críticos insistem que os problemas enfrentados pela economia brasileira têm raízes mais profundas e exigem um novo regime de política econômica, com coordenação mais efetiva de políticas monetária, fiscal e cambial, com intervenção ativa no mercado de câmbio, controles de capitais, novos processos de orçamentação, austeridade fiscal efetiva, etc. Já os que estréiam na crítica à política economia parecem acreditar que tudo que é necessário é um pouco mais de moderação na sua condução.