07 maio 2006

 

Agressividade irracional contra a ação de Morales
J. Carlos de Assis
07/06/2006

O que está acontecendo na Bolívia já aconteceu na Venezuela, na Argentina, no Equador e no Peru. O problema não é tanto de nacionalização e estatização de recursos naturais, embora isso conte como meio, mas de redefinição dos objetivos de soberania nacional, enquanto fins. Foi a estupidez neoliberal que levou grande parte da América do Sul a esses limites, e o que estamos vendo não passa de conseqüência do troco que se dá à idéia de que o mercado e o neoliberalismo darão conta de nossas necessidades de desenvolvimento. Não deram e não vão dar.

Nesse contexto, o Brasil está obviamente atrasado, e de uma forma ambígua. O Governo Lula, que poderia ter sido o instrumento inaugural desse processo de retomada da consciência nacional da América do Sul, ficou retardado em razão de compromissos esdrúxulos com o sistema financeiro interno e internacional.

Parte da grande imprensa brasileira, por sua associação com o capital financeiro especulativo, teme mortalmente a onda anti-neoliberal que se levanta na América do Sul. Daí o ódio a Chavez, da Venezuela, a ridicularização de Kirchner, na Argentina, e a tentativa de detração de Evo Morales.

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