27 junho 2006

 

A real crise da Varig não é da Varig
Correio da Cidadania
26/06/2006

As misteriosas forças do mercado andam espalhando uma inverdade: a de que a causa da crise é a má gestão da empresa. Falso. A Varig não se afundou em dívidas por causa disso, mas por falta de uma política governamental de suporte à aviação nacional.

O primeiro pilar dessa política seria a montagem de um setor de produção nacional de peças e equipamentos requeridos para a operação de uma companhia aérea de grande porte, a fim de evitar que a Varig, cujas receitas são em reais, tivesse que adquirir esses elementos indispensáveis em dólares. Suas competidoras, que compram e vendem em dólares, têm, portanto, já nesse aspeto, uma grande vantagem. Para se ter uma idéia do que isso representa, aí vai uma informação surpreendente: as refeições que são embarcadas em Guarulhos para prover os vôos internacionais da companhia são pagas em dólares!

O General de Gaulle, quando vinha para este lado do mundo, fazia os itinerários mais bizarros porque, naquela época, os aviões de fabricação francesa tinham pequena autonomia de vôo e ele considerava uma vergonha viajar em aviões de fabricação estrangeira. Por causa desse espírito é que a França é a França.

Não é a Varig, gente! É o Brasil!

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